Os municípios devem revisar a transmissão e a homologação de informações fiscais da saúde antes de 1º de agosto de 2026, quando será reativado o item 3.2.4 do Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias, o CAUC. Pendências podem impedir o recebimento de transferências voluntárias da União, o que exige atuação integrada das áreas de Saúde, Contabilidade, Planejamento e Controle Interno.
A partir de 1º de agosto de 2026, o CAUC voltará a verificar se os municípios enviaram e homologaram corretamente informações fiscais da área da saúde no Siops (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta as prefeituras a conferirem antecipadamente sua situação e corrigirem eventuais pendências antes que a exigência seja reativada.
O item 3.2.4 verificará o Anexo XII – Saúde do Relatório Resumido da Execução Orçamentária, documento que demonstra receitas e despesas relacionadas às ações e aos serviços públicos de saúde. Serão observados os dados bimestrais do exercício corrente e do exercício anterior.
A exigência não cria uma nova obrigação para os municípios. O envio regular das informações ao Siops já faz parte das responsabilidades dos entes federativos. O que muda é a retomada da verificação pelo CAUC, sistema utilizado pelo governo federal para identificar se estados e municípios cumprem requisitos fiscais, legais e administrativos necessários ao recebimento de transferências voluntárias.
Na prática, uma pendência pode dificultar ou impedir a celebração de convênios e o recebimento de determinados recursos da União. Isso significa que um projeto municipal pode estar tecnicamente bem estruturado e contar com uma oportunidade de financiamento, mas não avançar porque o ente apresenta uma irregularidade cadastral ou documental.
A regularização também não depende de uma única secretaria. Os dados passam pela execução das despesas de saúde, pelos registros contábeis e orçamentários, pela transmissão ao Siops e pela homologação das informações. Por isso, a CNM destaca a necessidade de integração entre as áreas de Contabilidade, Saúde, Planejamento e Controle Interno.
Esse fluxo ajuda a explicar por que o acompanhamento do CAUC não deve ocorrer apenas quando um convênio está prestes a ser assinado. Quando a verificação é feita somente diante de um bloqueio, a prefeitura precisa localizar a origem da pendência, reunir diferentes equipes e corrigir registros sob pressão, muitas vezes dentro de prazos reduzidos.
O caminho mais seguro é manter uma rotina preventiva de monitoramento, com responsáveis definidos, calendário de obrigações e conferência periódica dos dados transmitidos. Também é importante verificar se as informações foram apenas enviadas ou efetivamente homologadas, etapa necessária para o reconhecimento do cumprimento da exigência.
Mais do que uma formalidade, a regularidade no CAUC faz parte da capacidade institucional do município. Captar recursos depende de bons projetos e oportunidades disponíveis, mas também de processos internos organizados, informações consistentes e condições administrativas para transformar o financiamento previsto em execução concreta.
Informação confiável qualifica conversas e decisões.
» Compartilhe nosso conteúdo e ajude a transformar conhecimento em ação.
📲 Siga a gente também nas redes sociais!